terça-feira, 15 de maio de 2018

OGUATA REGUÃ : OBSERVATÓRIO SOCIAL DAS TERRAS INDÍGENAS DO OESTE DO PARANÁ




Entendemos que uma das principais dificuldades para compreender a atual situação
territorial Guarani do Paraná é o acesso a boas e cofiáveis fontes. Já se disse que na guerra a primeira vítima é a informação. E neste caso, existe uma guerra por terras no Oeste do Paraná. Uma guerra travada entre as comunidades Guarani e amplos setores econômicos que buscam a todo custo confinar os Guarani em pequenas áreas afirmando que “aqui nunca houve índio”.


O Observatório Social das Terras Indígenas do Oeste do Paraná vinculado ao projeto de Extensão OBSERVATÓRIO DE DIRETOS HUMANO, CIDADANIA E MOVIMENTOS SOCIAIS DA UNIOESTE tem como objetivo disponibilizar informações confiáveis e cientificas para que o grande público – além de pesquisadores acadêmicos e lideranças indígenas – possa ter acesso a esses dados fidedignos e reais acerca da situação destas comunidades.


Neste sentido esse espaço apresenta e dá a visibilidade a situação territorial das áreas Guarani retomadas do Oeste do Paraná a partir do grande Mapa Digital Guarani (acesse aqui) organizado pelo CTI (Centro de Trabalho Indigenista) em cum conjunto com diversas entidades indigenistas e lideranças indígenas. Além do mapa territorial este site também tem como objetivo abrigar diversos artigos, vídeos, fotografias e reportagens jornalísticas a respeito de ocupações e migrações Guarani do Oeste do Paraná. Neste sentido é necessário destacar a pesquisadores do Centro de Trabalho Indigenista sem os quais estas informações e debates não seriam possíveis.


Esperamos que este espaço denominado OGUATA REGUÃ nos permita compreender a grande caminhada destas comunidades em busca de suas terras tradicionais e possa colaborar no grande e necessários debate a respeito dos direitos do grande povo Guarani no Oeste do Paraná

Para mais informações a respeito do Observatório acesso o site: http://www.oguataregua.com.br/





sexta-feira, 11 de maio de 2018

CURITIBA RECEBE UM DOS MAIORES EVENTOS DE AGROECOLOGIA DO BRASIL

17ª Jornada de Agroecologia será de 6 a 9 de junho, no Centro da capital paranaense

O Centro de Curitiba vai receber, entre 6 e 9 de junho, a 17ª edição da Jornada de Agroecologia, um dos maiores eventos dedicados à agroecologia do Brasil. Criado em 2002, o evento tem caráter itinerante e chega pela primeira vez na capital do estado.
Ao longo dos quatro dias, a população da capital e da Região Metropolitana poderá consumir alimentos agroecológicos que estarão à venda em uma feira na praça Santos Andrade. A estimativa dos organizadores é reunir cerca de 60 expositores. Junto à feira, haverá espaço para a “Culinária da Terra”, com barracas de pratos típicos da região sul do Brasil.
A conferência de abertura será no teatro Guaíra, com presença confirmada do teólogo Leonardo Boff e da artista Letícia Sabatella. Dezenas de seminários, oficinas, shows e atividades culturais também estão garantidas na programação, previstas para ocorrer na Reitoria e no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O Pátio da Reitoria vai receber o “Túnel do tempo“, em que estudantes do ensino fundamental e médio, vindos de assentamentos e acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), vão apresentar a história da agricultura, até chegar ao momento atual e à agroecologia.
A Jornada é organizada por mais de 40 movimentos e entidades do Paraná, entre movimentos do campo, universidades e centros de formação. Entre eles está o MST, as universidades Federal e Tecnológica do Paraná (UFPR e UTFPR), além de entidades como a organização Terra de Direitos e o Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (CEFURIA). 
Agricultura familiar, assentados e acampados da reforma agrária, comunidades quilombola e coletivos de economia solidária estarão presentes na Jornada. “São estas experiências que apontam para uma proposta de agricultura diferente, desde o ponto de vista da economia e de uma produção sustentável, até a educação e a cultura“, garante o dirigente estadual do MST, Roberto Baggio. A parceria com as instituições ocorre pela participação de professores e estudantes dos setores de Agronomia, Medicina, Psicologia, Enfermagem, Geografia, Filosofia, Sociologia e Pedagogia.
O que é agroecologia?
 A agroecologia é um tipo de agricultura que tem como princípios a humanização e o caráter popular, por ser mais acessível e respeitar o conhecimento tradicional, agregando outros conceitos e tecnologias, conforme explica Ceres Hadich, integrante da coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
“É mais do que substituição de insumo ou de técnica, é parte de uma postura perante a vida. Para além da produção de alimentos saudáveis, queremos produzir outra forma de vida”, afirma. E reforça o aspecto do respeito à natureza, aos recursos naturais e aos seres humanos, com o olhar para as gerações atuais e futuras.
De acordo com Ceres Hadich, as Jornadas são “grandes escolas populares” para agricultores e para a sociedade em geral, com o objetivo de multiplicar a agroecologia como modelo alternativo à monocultura e ao uso de agrotóxicos.
Sobre a 17ª Jornada de Agroecologia:
Data: de 6 a 9 de junho
Local: Reitoria e Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Praça Santos Andrade, no Centro da capital.
Mais informações: www.jornadaagroecologia.com.br | facebook.com/jornadade.agroecologia