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Mostrando postagens com o rótulo Antigas LAGEA-UEM

Inauguração da Escola Itinerante no assentamento "Herdeiros da Terra de Porecatu" no município de Porecatu: mais uma conquista para a educação do campo

* Texto originalmente postado em novembro de 2013. No dia 31 de Agosto de 2013, foi inaugurada a Escola Itinerante (EI) no “Assentamento Herdeiros da Luta de Porecatu”, no município de Porecatu. O compromisso com a educação é uma das principais pautas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST. A primeira escola do acampamento existe neste município, desde o início das ocupações dos trabalhadores na região. Apesar da pouca estrutura, sempre esteve presente, o ideário libertário em busca de uma educação que desperte nos Sem Terrinhas (nome carinhoso dado às crianças filhos de assentados) a formação crítica, de uma educação do campo realizada no campo. As Escolas Itinerantes (EIs) tiveram início no Paraná em 2003 no Município de Quedas do Iguaçu. Convém destacar que as Escolas Itinerantes são uma grande conquista para o MST e completaram 10 anos de existencia no Paraná. Incessantes reivindicações foram realizadas entre o MST e a Secretaria do ...

Solidariedade e Luta de Classes: os 20 anos da COPAVI

* Texto originalmente postado em dezembro de 2013. Por Janaina Stronzake, do Grupo de Trabalho do Laboratório de Geografia Agrária – DGE/UEM Quando se chega ao Centro Comunitário da COPAVI, um cartaz diz “ você está em uma terra libertada ”, e faz a gente sentir forte consciência do chão que pisamos. O cheiro bom de comida se junta ao chilreio de pássaros, vozes humanas, e o vento movendo folhas e cabelos. Senti isto há quatro meses, quando voltei a viver na Cooperativa de Produção Agropecuária Vitória, a COPAVI, em Paranacity, noroeste do Paraná. Pus-me a pensar sobre a longevidade desta cooperativa, cujos objetivos apontam para além da sociedade burguesa, e a solidariedade de classe aparece como elemento fundamental.  Contrariando análises que apontariam a inviabilidade da reforma agrária, o êxodo rural e a agricultura sem agricultores/as como corolário do desenvolvimento, Ricardo Abramovay (2000) indica justamente o contrário; segundo ele, em países desenvolvido...

A dinâmica das frentes de ocupação territorial na Mesorregião Centro-Ocidental Paranense

* Texto originalmente postado em março de 2014. Por considerarmos um trabalho relevante para o processo histórico paranaense, destacamos que no mês de dezembro de 2013, foi defendida no Programa de Pós Graduação em Geografia da UEM a tese de doutorado de Edson Noriyuki Yokoo, professor da UNESPAR – Campus de Campo Mourão e membro do Laboratório de Geografia Agrária  - LAGEA – DGE – UEM. A presente tese doutoral com o título: A dinâmica das frentes de ocupação territorial na Mesorregião Centro-Ocidental Paranaense tem por objetivo compreender a dinâmica da mobilidade espacial das frentes de ocupação territorial nos interflúvios dos vales dos rios Piquiri e Ivaí. Nesse estudo o autor identifica três frentes de ocupação territorial: a) frente de ocupação, que constituiu o Território Tradicional Indígena originado desde os tempos imemoriais e a consequente desterritorialização entre o final do século XIX e meados do século XX; b) após a “limpeza étnica” se inicia o avanço das ...

"Morre um camponês no Noroeste do Paraná": uma triste reflexão para o grupo do LAGEA-DGE-UEM

* Texto originalmente postado em maio de 2014. Prezados pesquisadores e leitores do Observatório da Questão Agrária no Paraná, em nossa postagem do mês anterior iniciamos com o título “Nasce a Rede Camponesa de Agroecologia do Noroeste do Paraná”. Nesse mês, é com imenso pesar que nossa postagem trás em seu título exatamente o contrário da postagem anterior, e dizemos: “Morre um Camponês no Noroeste do Paraná”, assassinado por atuar na constante batalha por um ideal ainda levado a sério, que era a luta por realmente uma “reforma agrária”, baseada nos princípios do MST, Movimento este, que escolheu para atuar e, também, por defender valores morais dentro dos assentamentos de Reforma Agrária da brigada na qual ele estava inserido. Não temos fotos de nossas ações de pesquisa, não discutimos nenhum conceito, pensamos apenas em refletir, e refletir sobre algo muito maior, que é a vida, tão preciosa, que nos move em nossas ações e que de uma hora para outra, muitas vezes nos é tirad...

Rede de Agroecologia e Projeto Flora: florestando a Reforma Agrária e cultivando a agrobiodiversidade na região Noroeste do Paraná

* Texto originalmente postado em agosto de 2014. Nós, camponeses aqui do Noroeste do Paraná, vinculados a nossa recente criada Rede de Agroecologia queremos compartilhar com os demais companheiros leitores dos assuntos do Observatório da Questão Agrária do Paraná nossas experiências de trocas de saberes que temos praticado no sentido de transformar a agricultura dos assentamentos dessa região em uma agricultura que seja condizente com nossos princípios, isto é, livre de agrotóxicos e dizer para vocês que: no dia 01 de agosto de 2014 no Assentamento Sétimo Garibaldi no município de Terra Rica, aconteceu uma oficina teórica e prática promovendo o intercâmbio de experiências produtivas entre camponeses do Noroeste do Paraná. Esta oficina foi articulada pelo grupo de camponeses vinculado ao Projeto Flora e demais parceiros da região Noroeste do Paraná vinculados a Rede de Agroecologia desta região. Esta atividade ocorreu no lote 6 do assentamento citado, na propriedade do Sr Cede...

O papel e a atuação da Rede Ecovida junto aos camponeses do Noroeste do Paraná: práticas de produção agroecológica

* Texto originalmente postado em julho de 2015. Por Sandra Mara de Oliveira Soares Escher Engenheira Agrônoma, MSC em Agroecossistemas Grupo de Trabalho do Laboratório de Geografia Agrária - LAGEA do DGE - UEM Conforme nos esclarece Arl e Rhinklin (2001), a Rede Ecovida de Agroecologia foi criada em 1998 e, surge do trabalho de ONGs e de organizações de agricultores existentes no Sul do Brasil, os quais a mais de 20 anos, desenvolvem experiências concretas de organização social, produção e comercialização de alimentos agroecológicos relevando a solidariedade, cooperação, resgate da cultura local e de valorização das pessoas e da vida. A Ecovida tem por missão ser um espaço de articulação, interação e ação para potencializar o desenvolvimento da agroecologia, como parte da construção de um projeto de sociedade que contemple e respeite a realidade de cada local. Poucos anos após a criação da Rede Ecovida, foi criada a Associação Ecovida de Certificação Participativa...