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Mostrando postagens com o rótulo oeste do Paraná

Portaria da Funai anula processo de demarcação de terra indígena no Paraná

Uma portaria da Fundação Nacional do Índio (Funai) anula o processo administrativo de demarcação da terra indígena  Tekoha Guasu Guavirá , ocupada pelo povo  Avá Guarani , no Paraná (municípios de Atlônia, Guaíra e Terra Roxa). A Portaria 418 foi publicada no  Diário Oficial da União  no dia 17 de março.  A medida se fundamenta em decisão da Justiça Federal de 17 de fevereiro que, em sede de ação civil pública, declarou nulos os processos administrativos relacionados à identificação e demarcação de terras indígenas na região. Depois da sentença, a Advocacia Geral da União orientou a Funai que, de imediato, suspendesse "a prática de qualquer ato interno ou externo, relacionado à identificação e demarcação de terras indígenas na região do município de Guaíra".  De acordo com a Indigenistas Associados (INA), o processo de demarcação da terra se arrasta desde os anos 1980, em meio a intenso conflito entre os indígenas e poss...

No Paraná, latifundiários realizam emboscada e um indígena é morto

No oeste do Paraná, Avá-Guarani é assassinado após emboscada, enquanto demais indígenas saem feridos e recebem ameaças de morte. O acontecimento ocorreu no dia 8 de março, quando ocorreu um campeonato de futebol organizado em parceria com não indígenas na cidade de Diamante D’Oeste, 115 quilômetros de Foz do Iguaçu. O jovem Avá Guarani saiu do local junto com três amigos após comemorarem o resultado do campeonato. Os mesmos se envolveram em uma discussão com moradores locais, decidindo assim retornar para casa, na Aldeia Itamarã, local comprado pela FUNAI, como forma de realocar os indígenas afetados pela construção da usina hidrelétrica de Foz do Iguaçu. Durante o trajeto, o grupo sofreu uma emboscada por quatro homens armados com armas de fogo e brancas, passando a ataca-los sem aviso prévio de forma covarde. De acordo com os relatos dos sobreviventes “foi uma sorte não ter acontecido mais mortes. Os agressores foram para matar”, denunciam os jovens que sofreram entre pedradas a...

PGR apresenta pedido de suspensão de despejo dos Avá-Guarani de Santa Helena - PR

A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou na última sexta-feira (15) recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão de liminar de um eminente despejo de indígenas na aldeia Tekoha Pyahu, em Santa Helena, no oeste do Paraná. No local vivem doze famílias Avá-Guarani, entre elas doze crianças, seis idosos e uma gestante. O pedido de suspensão de liminar (SL 1197) está com o ministro Dias Tofolli, presidente do tribunal. O pedido apresentado pela PGR na última sexta-feira foi considerado uma vitória pelas entidades indigenistas que acompanham de perto a situação dos Guarani. “Consideramos esse pedido uma vitória pontual e nossa expectativa é que o ministro Dias Toffoli analise ainda nesta segunda-feira (18) e decida pela suspensão do despejo”, comenta Osmarina de Oliveira, da regional Conselho Indigenista Missionário (Cimi/Sul).  Continuar lendo...

Itaipu tenta expulsar comunidade Avá-Guarani de Santa Helena com nova ação de despejo

Cerca de 12 famílias vivem na área retomada e de ocupação Avá-Guarani até o final dos anos 70, às margens do rio Paraná, antes da UHE Itaipu. Enquanto os presidentes do Brasil e do Paraguai estavam reunidos, na última terça-feira (12), em Brasília, celebrando a UHE Itaipu Binacional, os Avá-Guarani da aldeia Pyahu Guarani, no município de Santa Helena, Oeste do Paraná, buscavam lidar com a nova possibilidade de serem expulsos da terra que sempre lhes pertenceu. O juiz Federal Sergio Luis Ruivo Marques, da 1ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, determinou a saída imediata da comunidade atendendo a pedido de reintegração de posse impetrado pela Itaipu Binacional. O mandado expedido pelo juiz autoriza a utilização de força policial caso os Avá-Guarani decidam permanecer na aldeia. Já é a terceira tentativa da Itaipu, em menos de um ano, de despejar os indígenas da área retomada em fevereiro de 2018. Lideranças Avá-Guarani estão na Capital Federal e acionaram a 6ª Câmara – Populações I...

Indígena Ava-Guarani Donecildo Agueiro sofre atentado a tiros em Guaíra/PR

Omissão e morosidade na regularização de terras indígenas fazem nova vítima em Guaíra/PR, na tarde dessa terça-feira (06). O indígena Ava-Guarani Donecildo Agueiro, de 21 anos, do Tekoha Tatury, sofreu atentado a tiros após sair de reunião da Coordenação Técnica Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), que tratava dos processos de licenciamento de duas linhas de transmissão que passam em Guaíra, com estudos ambientais iniciados. O indígena encontra-se internado no Hospital Regional de Toledo e será operado amanhã (08). Donecildo Agueiro não sente as pernas. Segundo o Cacique do Tekoha Y’Hovy, o cenário de violência enfrentado pelos indígenas em Guaíra é crítico e se acentuou desde 2012. “Sofremos constantes ameaças, racismo, violência com arma de fogo, entre outras agressões. Os casos são extremamente recorrentes, inclusive com sequestro de indígenas para o Paraguai. A situação acalmou um pouco em 2017, com o trabalho do Ministério Público Federal (MPF) na região. Agora, ...

ESTADO NÃO GARANTE SERVIÇOS BÁSICOS AOS AVÁ-GUARANI- indígenas sofrem com falta de água, escola, moradia e alimentação em áreas não demarcadas no oeste do Paraná

Encurralados pela produção de soja e milho, as 14 retomadas de terra dos Avá-Guarani em Guaíra e Terra Roxa, no extremo oeste do Paraná, são expressões da resistência histórica dos indígenas no Brasil. Cerca de dois mil indígenas vivem em situação de pobreza, sem água limpa, saneamento básico e alimentação adequada. A falta de renda para comprar sementes e a aplicação de agrotóxico no entorno das aldeias impedem que as plantações se desenvolvam para alimentar as comunidades. As aldeias são compostas por casas de madeira (algumas feitas com tábuas encontradas no lixo), por pequenas hortas e todas têm sua “casa de reza”, um espaço aberto com troncos de madeira sustentando um telhado de sapé. Em cada uma das aldeias há também uma escolinha construída pelos indígenas para o ensino da língua guarani. São construções simples, com chão de terra batida e lousas e cadeiras que receberam de doações. Apenas uma aldeia tem escola estadual de ensino fundamental, a Escola Indígena Mbyja Porã...

Na expectativa da terra indígena Guasu Guavira - Iniciado em 2009, processo de demarcação envolve os Avá-Guarani de 14 aldeias do extremo oeste do Paraná

A Fundação Nacional do Índio (Funai) tem até final de setembro para divulgar, sob risco de multa aos responsáveis, os relatórios de identificação e delimitação da terra indígena Guasu Guavira, nos municípios de Guaíra e Terra Roxa, oeste paranaense. O prazo foi fixado pela Justiça Federal do Paraná, em sentença de outubro de 2017, na qual a Funai é acusada pelo Ministério Público Federal (MPF) de protelar os estudos demarcatórios iniciados em fevereiro de 2009. Publicados os relatórios, abre-se um período de 90 dias no qual qualquer pessoa pode pedir indenização ou contestar a demarcação das terras; em seguida, os documentos são enviados pela Funai ao Ministério da Justiça para possível demarcação. O reconhecimento da terra indígena é a principal esperança dos indígenas Avá-Guarani, que atualmente ocupam 14 aldeias, para viverem melhor e conforme sua cultura e costumes. O professor guarani Edilino Mertino explica que o reconhecimento das terras é o que pode transform...

Avá-Guarani: território em disputa - Indígenas de Guaíra e Terra Roxa, resistem à violência enquanto reivindicam demarcação

Até final de setembro, os Avá-Guarani de Guaíra e Terra Roxa devem conhecer os limites da Tekoha Guasu Guavira, terra indígena em processo de demarcação desde 2009. A data está relacionada a uma sentença da Justiça Federal do Paraná que obriga a Fundação Nacional do Índio (Funai) a concluir os estudos de identificação e delimitação do território. Após a publicação dos trabalhos, o processo ainda tem de passar pelas análises do Ministério da Justiça e da Presidência da República. Vivendo um cotidiano precário e hostil, a demarcação é a principal esperança dos cerca de dois mil indígenas, que atualmente ocupam 14 aldeias. “Sem terra, a gente perde a dança, a reza, a nossa língua materna e, ao longo do tempo, a gente vai ser índio morto. Eles não precisam vir aqui e matar todo mundo. Só precisam tirar nossa terra e nossa cultura para matarem o nosso povo”, considera o cacique Ilson Soares, da Tekoha Y’Hovy, em Guaíra, cidade que faz fronteira com Mato Grosso do Sul e Paragu...

COMUNIDADES GUARANI FECHAM PONTE NO OESTE DO PARANÁ POR DEMARCAÇÃO DE TERRA INDÍGENA

 (Foto: Comissão Guarani Yvyrupa) Segunda-feira 03 de abril de 2017. Na madrugada desta segunda-feira (03), cerca de 450 indígenas das comunidades Guarani de Guaíra e Terra Roxa ocuparam a ponte Ayrton Senna que liga o Oeste do Paraná ao município de Mundo Novo (MS). As comunidades exigem a demarcação do território Guarani na região, além de melhores condições de vida nas aldeias. A ponte foi liberada por volta do meio dia após negociações com a presença dos prefeitos Heraldo Trento (DEM-PR) e Altair de Padua (PSC) de Guaíra e Terra Roxa respectivamente. As autoridades assinaram um documento se comprometendo a negociar as reivindicações com as lideranças indígenas. As lideranças Guarani entregaram um documento, escrito à mão e assinado pelos caciques e representantes das aldeias da região, destinado ao governo do estado do Paraná, aos prefeitos de Guaíra e Terra Roxa, aos representantes do Ministério Público Federal e à Fundação Nacional do Índio (Funai). O docum...

NOS 50 ANOS DO GOLPE, COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE (CNV) OUVE GUARANIS VITIMADOS PELA DITADURA NO PARANÁ

Além de ter negado presença indígena, colonização agrícola e Itaipu 'aumentaram pressão fundiária' sobre oeste paranaense e contribuíram para esfacelamento de aldeias. "Mesmo sendo tarde, tudo isso tem que ser conhecido. Ninguém sabe o que passamos aqui", conclui Casemiro Pereira, 54 anos, pouco antes de se despedir da psicanalista Maria Rita Kehl com um aperto de mãos e a promessa de que sua história será contada ao país. A integrante da Comissão Nacional da Verdade (CNV) ouviu seu relato nessa segunda-feira numa abafada sala de paredes brancas da escola Teko Nemoingo, município de São Miguel do Iguaçu. A reportagem é de Tadeu Breda e publicada por Rede Brasil Atual – RBA.    Cercada de lavouras de milho por todos os lados, a aldeia Ocoy, às margens do lago de Itaipu, foi a quarta terra indígena visitada por Maria Rita durante o périplo da CNV pelos territórios guarani do oeste do Paraná. O pequeno gabinete escolar, enfeitado com ...

MOVIMENTO EM DEFESA DOS POVOS INDÍGENAS - OESTE PR - REALIZA ATO EM MARECHAL CÂNDIDO RONDON

O Movimento em Defesa dos Povos Indígenas - Oeste PR realizou no dia 30 de novembro um importante ato no município de Marechal Cândido Rondon para exigir do governo federal o início imediato do processo de demarcação das terras indígenas. Indígenas, estudantes, trabalhadores, professores e militantes de diversas organizações “recepcionaram” a Ministra Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT) em Marechal Cândido Rondon, de forma diferente daquela organizada por empresários e governantes municipais. Com faixas, cartazes e palavras de ordem buscamos evidenciar que os povos indígenas no Oeste do Paraná se encontram em uma triste realidade. O ato foi uma demonstração que os indígenas não se calarão e não irão parar de lutar por seus direitos. Afinal, Bernardino vive nos corações de todos aqueles que acreditam que é possível e necessário uma sociedade na qual a terra não seja apenas mera mercadoria. BERNARDINO, Presente! GEOLUTAS/AGB-Seção Local de Marechal Cândido Ro...