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Mostrando postagens com o rótulo resistência

REFORMA AGRÁRIA JÁ! Solidariedade e enfrentamento a pandemia estrutural agravada pelo novo Coronavírus

Djoni Roos [1] O flagelo que atinge o Brasil não é recente. As raízes estruturais deste dão origem a injustiça e a desigualdade socioeconômica que assola a sociedade brasileira. Esta relação estrutural que coloca este país entre os mais desiguais do mundo [2] precisa urgentemente ser enfrentada. A pandemia do novo Coronavírus agravou tais condições de pobreza e precariedade, marcas da extrema desigualdade geografada no espaço nacional, descortinando a crise estrutural do capitalismo que é, ao mesmo tempo, uma crise agrária, pois, o cerne das desigualdades está no chão, ou seja, na apropriação arbitrária do território brasileiro. A ameaça à vida está consolidada no Brasil muito antes da disseminação do novo Coronavírus. Ela não é de ordem sanitária. É política, em vista de um degenerado sistema institucionalizado de grilagem e descumprimento da função social da terra alicerçado na violência e expulsão dos povos do campo. Os camponeses, indígenas, comunidades tradicionais e to...

Reintegração de posse fará onze famílias serem despejadas em pré-assentamento em Cascavel-PR

Desde 1996, onze famílias formam o pré-assentamento Jangadinha (Cascavel-PR), na promessa de serem assentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Alegando que o valor oferecido pelo Incra era muito abaixo do esperado, o proprietário pediu a reintegração de posse. Em março desse ano, após mais de 20 anos, a decisão foi concedida. E agora as famílias sofrem com o despejo iminente. Para expor a ineficiência do INCRA neste caso, que em mais de 20 anos não propôs uma solução concreta e atenta contra as famílias ao permitir que o proprietário tome posse novamente, lançamos este vídeo. Via: Mídia Sem Terra. Acesse: https://www.facebook.com/midiasemterra/

BOLETIM DATALUTA - DA INÉRCIA AO RETROCESSO DA REFORMA AGRÁRIA NO PARANÁ

INTRODUÇÃO O contexto vivenciado no Brasil pós golpe de 2016 é de retrocessos diversos ,  dentre os quais se  destaca o retrocesso da reforma  agrária. O poder do setor ruralista expresso no agronegócio latifundiário  tem aumentado e as ações de resistência de camponeses, indígenas e trabalhadores estão sendo  combatidas com extrema violência. É como se o setor ruralista estivesse legitimado polit icamente para  praticar violências diversas. Neste contexto golpista, no Paraná, se havia uma estagnação na reforma  agrária e política de assentamentos no s  governo s  Dilma  Rousseff (2010 - 2014 e 2014 - 2016) , agora  se  verifica um movimento de retrocesso, ou seja , a reforma agrária antes parada, agora anda para trás. O  despejo em 2017 de 100 famílias de posseiros que viviam há mais de 25 anos numa área no município de  ...

Avá-Guarani: território em disputa - Indígenas de Guaíra e Terra Roxa, resistem à violência enquanto reivindicam demarcação

Até final de setembro, os Avá-Guarani de Guaíra e Terra Roxa devem conhecer os limites da Tekoha Guasu Guavira, terra indígena em processo de demarcação desde 2009. A data está relacionada a uma sentença da Justiça Federal do Paraná que obriga a Fundação Nacional do Índio (Funai) a concluir os estudos de identificação e delimitação do território. Após a publicação dos trabalhos, o processo ainda tem de passar pelas análises do Ministério da Justiça e da Presidência da República. Vivendo um cotidiano precário e hostil, a demarcação é a principal esperança dos cerca de dois mil indígenas, que atualmente ocupam 14 aldeias. “Sem terra, a gente perde a dança, a reza, a nossa língua materna e, ao longo do tempo, a gente vai ser índio morto. Eles não precisam vir aqui e matar todo mundo. Só precisam tirar nossa terra e nossa cultura para matarem o nosso povo”, considera o cacique Ilson Soares, da Tekoha Y’Hovy, em Guaíra, cidade que faz fronteira com Mato Grosso do Sul e Paragu...

No Paraná, acampamento Maila Sabrina sofre com constantes ameaças

Localizado na cidade de Faxinal, o acampamento sofre com articulações contra o desenvolvimento da comunidade Da Página do MST  No último dia 8 de janeiro de 2003, famílias Sem terra ocuparam a fazenda Brasileira, nos municípios de Faxinal e Ortigueira no Paraná. O terreno de 10 mil hectares hoje conta com 430 famílias. O que a torna hoje a maior  do que alguns municípios do Paraná. Através do trabalho e com investimentos próprios, os Sem Terra construíram suas casas com abastecimento de energia e água, que é obtida de nascentes. Hoje a comunidade já estabelecida sofre com contantes ameaças de despejo. Em nota, o MST  especifica as condições de ameaça local além de frisar a importância do acampamento na região.   Confira:  Nesses últimos 15 anos, a comunidade Maila Sabrina, se organizou e através do trabalho em mutirão comunitário construíram uma borracharia, um açougue, uma u...

É TEMPO!!!

É tempo de ocupar, resistir e produzir! Contra o capital e seu Estado, contra a ganância e a intolerância dos ricos, a resistência e a radicalidade dos pobres! É tempo de ocupar fábricas e terras improdutivas, escolas e universidades que não cumprem a função social! É tempo de produzir alimentos, saúde, educação, trabalho digno, novas teorias revolucionárias, para superar o capitalismo e o capital. É tempo de novíssima república, onde não haja espaço para impérios dos Joãos, Pedros, Buchs, Obamas e Trumps. Nunca mais velha república, novas repúblicas democrático-burguesas ou democrático-populares, e muito menos ditadores. Adeus "república de Curitiba", do Richa, do Moro e de seus capangas. Adeus Temer, Cunha, Gilmar Mendes e demais golpistas de Brasília, porque aumentaram nossas dores! É tempo de: É tempo de unir mente, coração e sangue vertendo nas artérias dos que trabalham e produzem as riquezas desta nação. É tempo de alicerçar nossa História na br...

JUSTIÇA DETERMINA QUE TERRA DA ARAUPEL É PÚBLICA

Por Paula Padilha Terra Sem Males         Após mais de 10 anos de tramitação de dois processos na Justiça Federal de Cascavel, Estado do Paraná, o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] obteve um sentença favorável contra as empresas Araupel e Rio das Cobras Reflorestamento. A sentença reconhece que as terras onde está instalado o assentamento Celso Furtado são pertencentes à União, por ser região de fronteira, e não são passíveis de usucapião pela Araupel. A área foi cedida, de forma irregular, pelo Governo do Estado à empresa. A justiça tornou definitiva a posse da área em favor do Incra.      A sentença refere-se a 23 mil hectares de uma área total de 63 mil hectares, onde também está localizado o maior acampamento de trabalhadores rurais sem terra do Paraná, o "Herdeiros da Luta – 1º de Maio”.    "É uma decisão histórica porque enfrentou uma questão mal resolvida no passado. O Incr...

MST EXIGE PUNIÇÃO IMEDIATA DOS RESPONSÁVEIS PELO CRIME COMETIDO CONTRA SEM TERRA NO PARANÁ

No ataque covarde promovido pela PM e por seguranças da Araupel, foram assassinados dois trabalhadores Sem Terra 8 de abril de 2016 13h22 Da Página do MST    Na tarde desta quinta-feira (07 de abril), famílias do MST, organizadas no Acampamento Dom Tomas Balduíno, no município de Quedas do Iguaçu, região central do Paraná, foram vítimas de uma emboscada realizada pela Policia Militar do Estado e por seguranças contratados pela empresa Araupel.    No ataque covarde promovido pela PM e por seguranças da Araupel, foram assassinados os trabalhadores rurais, Vilmar Bordim, de 44 anos, casado, pai de três filhos e Leomar Bhorbak, de 25 anos, que deixa a esposa grávida de nove meses. Também foram feridos mais sete trabalhadores e dois detidos para depor e já foram liberados.   O acampamento, cuja ocupação teve início em maio de 2015, possui aproximadamente 1,5 mil famílias e está localizado no imóvel rural Rio das Cobras, que foi grilado pela empresa...