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Mostrando postagens com o rótulo camponeses

Protagonismo da Reforma Agrária no Paraná em época de pandemia: as ações de solidariedade do MST em fatos e fotos

Djoni Roos, Eliane Tomiasi Paulino, Gustavo Soares, Jorge Ramón Montenegro   A campanha permanente de criminalização da luta pela terra e de invisibilização das transformações promovidas pela justiça fundiária induz amplos setores da sociedade a condenarem a reforma agrária e os sujeitos que, por meio da luta, têm conseguido fazer valer os princípios constitucionais que a legitimam. Diante de tamanho desatino, a proposta deste texto é explicitar aquilo que dá certo quando tudo parece ruir. Nesses tempos em que a pandemia amplia a profunda crise econômica, sanitária e ética instalada no Brasil, propomos apresentar e refletir sobre a iniciativa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de arrecadar alimentos produzidos pelas camponesas e camponeses de 54 acampamentos, 123 assentamentos, 21 comunidades de faxinalenses, posseiros, unidades de produção da agricultura familiar, escolas de agroecologia, cooperativas e sindicatos de trabalhadores rurais de 81 municípios distrib...

Assassinato do camponês Antônio Tavares pela PM do Paraná completa 20 anos

O quilômetro 108 da BR-277, rodovia federal que atravessa o Paraná de leste a oeste, foi palco de um massacre cometido contra trabalhadores e trabalhadoras sem terra durante o governo Jaime Lerner (1994 a 2002). O crime ocorreu no dia 2 de maio de 2000, quando a Polícia Militar assassinou com um tiro o agricultor Antônio Tavares Pereira, 38 anos, pai de cinco filhos. A violência policial ainda deixou cerca de 300 feridos. Na ocasião, cerca de 50 ônibus com mais de dois mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) seguia para a capital, rumo à Marcha pela Reforma Agrária, organizada em comemoração ao 1º de Maio - Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. Os policiais bloquearam a pista e impediram comboio de seguir viagem, no trecho entre as cidades de Campo Largo e Curitiba. Antes de haver qualquer tipo de negociação, agentes da PM atiraram em direção aos trabalhadores. Antônio Tavares foi atingido pelo policial militar Joel de Lima Santa...

VIOLÊNCIA E RETROCESSOS NA POLÍTICA AGRÁRIA NO PARANÁ - Boletim DATALUTA

No estado do Paraná o processo de desenvolvimento do sistema capitalista deixou suas marcas de violência e conflitos no campo. É possível destacar o uso sistemático da violência contra camponeses e indígenas neste estado desde o período colonial com o envio de diligências militares para assassinar os indígenas que habitavam estas terras. A Guerra do Contestado (1912-1916), a Guerrilha de Porecatu (1946- 1951), a Revolta dos Colonos do Sudoeste do Paraná (1957), e, mais recentemente, os casos envolvendo o latifúndio Araupel (1996 e 2016), dentre tantos outros são também exemplares da violência que se estabelece no campo. O presente texto apresenta os conflitos agrários no estado do Paraná a partir do processo sistemático, permanente e intensificado de práticas de uso da violência contra os sujeitos sociais do campo e seu modo de vida. Muitas destas práticas são marcadas por profundos traços de brutalidade contra as pessoas que questionam o uso e a funcionalidade da apropriação privada ...

ACECAMPO - em defesa das escolas do campo, indígena e quilombola

Carta de Irati

Unicentro, Irati, 16/08/2019 Nós, Camponeses, Indígenas, Benzedeiras, Faxinalenses, Estudantes e Professores, de diferentes regiões do estado do Paraná, presentes na VII Jornada de Pesquisas sobre a Questão Agrária no Paraná, vimos a público denunciar, reivindicar e expressar nossa preocupação com os retrocessos de ordem política, jurídica, social e ambiental relacionados aos povos do campo e que foram objeto de intenso debate durante a Jornada. DENUNCIAMOS - A situação de descaso e repressão que sofrem os povos indígenas das quatorze Tekohas na região Oeste do Paraná; - O cercamento dos territórios, o envenenamento das plantas e das nascentes e o não reconhecimento das diferentes territorialidades dos povos e comunidades tradicionais; - A ameaça de despejo aos camponeses acampados e assentados no estado do Paraná; - O enxugamento na elaboração e execução de políticas públicas destinadas aos povos do campo; - Os limites que a agricultura convencional, baseada no uso in...

Mandado de reintegração de posse despeja mais de 10 famílias em Cascavel

Onze famílias foram retiradas da comunidade de Jangadinha, na zona rural de Cascavel, no oeste do Paraná, em cumprimento de um mandado de reintegração de posse, nesta quarta-feira (15). De acordo com a Polícia Militar (PM), 140 policiais participaram da ação. Pontos de bloqueio foram montados na estrada que dá acesso ao local. A PM informou que, quando os policiais chegaram, a maior parte das famílias já havia deixado o local. Cerca de 30 pessoas moravam na propriedade, que foi ocupada em 1996. Na época, 31 famílias ocuparam a propriedade. Vinte delas foram regularizadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em 2010, um novo proprietário da área conseguiu, na Justiça, a ordem de desocupação do local. Alguns moradores relataram que tiveram pouco tempo para deixar o local. Parte dos animais que eram criados na propriedade foram deixados pelas famílias. A PM informou que a reintegração foi pacífica. Pre...

VI JORNADA UNIVERSITÁRIA EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA - UNIOESTE MARECHAL CÂNDIDO RONDON

VI Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária - Unioeste/MCR

A  VI Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA), “Questão Agrária, Alimentação Saudável e Função Social da Terra” , Unioeste,  campus  de Marechal Cândido Rondon, acontecera nos dias 16 e 17 de abril de 2019. A mesma   está inserida na série de eventos nacionais que são realizadas em  diversas universidades brasileiras desde 2014, com o objetivo de divulgar e apoiar  iniciativas de lutas dos diversos movimentos sociais pela democratização da terra, da produção agroecológica e da alimentação saudável e livre de agrotóxicos.  Diante da avaliação positiva da realização do evento na Unioeste,   campus   de Marechal Cândido Rondon, no  ano de 2018, a realização da VI JURA na instituição dará continuidade do  envolvimento de diversos grupos de pesquisas, laboratórios de pesquisas e  projetos de extensão, vinculados a graduação e a pós-graduação à temática e  permitirá a socialização com um público m...

Chamamento de La Paz - Bolívia aos povos da América Latina, aos governos Latino-Americanos

As comunidades, que mesmo sob dura opressão, tem mostrado condições de assombrosa resistência e persistência (...), representam um fator natural de socialização da terra. O índio tem arraigados hábitos de cooperação. Mesmo quando a propriedade comunitária se converte em propriedade individual a cooperação se mantém; os trabalhos pesados se fazem em comum. Mariátegui, Ideología y política No marco de um debate iniciado pelo Forum Mundial de Alternativas (FMA) a respeito do destino das agriculturas e das populações do campo na Ásia, América Latina e África, debate cujo primeiro episódio teve lugar em Pequim, China, em outubro de 2010 e o segundo em La Paz, Bolívia, nos dias 22 a 24 de outubro de 2013, os participantes: representantes de organizações sociais e produtivas, membros de organismos civis, acadêmicos, funcionários públicos e legisladores, formulamos o seguinte chamamento aos povos e governos do nosso Continente. A América Latina, o Caribe e o mundo enfrentam um desaf...