segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Militantes do MST perdem tudo em incêndio criminoso no Paraná

Após passar quatro dias na marcha Lula Livre, em Brasília, o comunicador Wellington Lenon, e sua companheira, a professora Juliana Cristina, voltaram para o pré-assentamento Herdeiros da Terra, em Rio Bonito do Iguaçu (PR), e encontraram somente os destroços do que era a casa em que moravam, destruída por incêndio criminoso.
O local ocupado é área da União, em disputa judicial com empresa madeireira, e já está em fase de transição de acampamento para assentamento. Os trabalhadores sem-terra utilizam o espaço para cultivo de alimentos, ressignificando a área que anteriormente era utilizada somente para plantação de pinus, o chamado deserto verde, que impede o crescimento de outras variedades de plantações, mas vivem cercados por seguranças armados a serviço da empresa.
Postado originalmente em: https://www.brasildefato.com.br/2018/08/17/militantes-do-mst-perdem-tudo-em-incendio-criminoso-no-parana/

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Famílias assentadas denunciam incêndio criminoso no Paraná

O fogo já destruiu 30 hectares de preservação permanente, plantação de cana, pastagem, árvores e a horta orgânica.


1 de agosto de 2018 11h39
Por Coletivo de Comunicação do MST/Paraná
Da Página do MST


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As 25 famílias do Assentamento Santa Maria, em Paranacity-PR, que produzem leite, iogurte, açúcar mascavo e melados orgânicos, denunciam um incêndio criminoso, que já destruiu 30 hectares da área plantada.


Segundo o relato das famílias assentadas, o incêndio ocorreu no último domingo (29/07). Com a vegetação seca, o fogo se alastrou rapidamente e alcançou a plantação de cana, pastagem, árvores e da horta orgânica. Desde o último dia 24/07, as famílias vêm sofrendo com focos de incêndios que destruíram grande parte da área de preservação permanente do assentamento.



Os assentados registraram Boletim de Ocorrência e cobram das autoridades a investigação do crime e a punição dos responsáveis.










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Este era para ser um mês de comemoração, já que em julho as famílias comemoram 25 anos de conquista do assentamento, mas, segundo o assentado Jacques Pellenz, as famílias estão enfrentado com a tristeza e o prejuízo de ataques criminosos de incêndios.


“Nossa horta, que é um exemplo de produção orgânica foi queimada. Toda a nossa produção inclusive é orgânica, não utilizamos a queima. Com isso a gente calcula um prejuízo, que é de mais de R$ 500 mil, que vamos ter. Comprometendo ainda a safra do ano que vem. Pra nós é uma tristeza muito grande”, lamenta Pellenz.



A assentada e tecnóloga em agroecologia, Daniela Calza, também sente em ver o trabalho coletivo das famílias assentadas há 25 anos no local, referência em produção orgânica e agroecológica no Paraná, ser destruído por incêndios criminosos.



“Era pra gente estar comemorando os 25 anos de trabalho coletivo, que tem gerado a produção de comida limpa e saudável, sem o uso de agrotóxicos, renda e melhoria das condições de vida para os camponeses e gera trabalho paras as famílias de Paranacity. As crianças, tristes, choram e estão traumatizadas”, conta.

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Esse é o segundo ano consecutivo que o assentamento sofre com incêndios criminosos. Ano passado a reserva legal foi atacada, com pontos de incêndios, iniciados em diversos locais diferentes e de forma simultânea. Até o momento a polícia não encontrou os responsáveis.



O assentamento está localizado na região noroeste do Paraná, no local também funciona a Copavi (Cooperativa de Produção Agropecuária Vitória).



O MST repudia os incêndios criminosos e a violência contra as famílias da Copavi. Esse foi o segundo ataque com incêndio na semana em áreas de Reforma Agrária.


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*Editado por Rafael Soriano

Postado originalmente em: http://www.mst.org.br/2018/08/01/familias-assentadas-denunciam-incendio-criminoso-no-parana.html

15° Festa das Sementes em Planalto-PR, Sementes da Resistência: Compromisso das Gerações


Ocorreu mês passado dia 12 de julho, a 15° Festa das Sementes no sudoeste do Paraná, desta vez foi realizada no município de Planalto, com o tema “Sementes da Resistência: Compromisso das Gerações”. 

Um evento voltado para Agricultores Familiares com o intuito de fortificar a ideia de sustentabilidade e coletividade agrícola, abordando esses temas o pós-doutor em sociologia atuante na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Antônio Andrioli, tendo sua palestra dentro da programação do evento, onde ocorreu das 10 horas as 11:30 da manhã.

Antônio Andrioli buscou apresentar aos agricultores presentes no evento que ser agricultor não é apenas para se visar lucro, mas sim todo um modo de vida, muito expresso em uma frase dita por ele na palestra: “Um agricultor não se tem lucro, mas sim renda, no momento em que o agricultor busca se ter lucro, ele vai ter esse lucro apenas explorando o trabalho de alguém”, e Andrioli ainda expressando-se sobre esse tal lucro explanou que para um agricultor crescer e obter mais rendimentos ele buscará ter mais terras, e se algum agricultor cresce outro irá perder.

A programação do evento foi a seguinte:
9:00 –   Animação e acolhida
9:30 –   Abertura com mística
9:45 –  Apresentação dos municípios/entidades
10:00 –  Painel: Sementes da Resistência: Compromisso das Gerações. (Antônio Andrioli – UFFS)
11:30 as 12:30 – Musica e animação
12:30–  Almoço
13:30 as 14:00 – Musica e animação
14:00 – Partilha das Sementes
15:00 – Enceramento com partilha de frutas e alimentos
                  
         O evento busca incentivar a produção orgânica, ocorrendo a troca de diferentes variedades de sementes e também plantas, onde foi aberto ao publico a distribuição das mais diversas variedades de sementes, e da participação de quem quisesse trocar ou distribuir alguma variedade de semente ou planta, a seguir a imagem do ginásio de esporte do município de Planalto a partir das 14 horas no momento da partilha das sementes.
         A festa da semente é um evento de grande significado no sudoeste do Paraná para Agricultura Familiar e para toda uma agricultura voltada à sustentabilidade, dando credibilidade, força e voz a todos os que lutam em prol de agricultura sustentável, livre de agrotóxicos e igualitária.