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MOÇÃO DE APOIO À REFORMA AGRÁRIA, TERRA E TERRITÓRIO

Nós, reunidos no VIII Simpósio Internacional de Geografia Agrária- realizado na cidade de Curitiba entre os dias 01 a 05 de novembro de 2017, decidimos, em plenária reafirmara urgência e importância da realização de uma ampla e massiva reforma agrária e demarcação das terras dos povos indígenas e comunidades tradicionais, por considerarmos a terra um bem de toda a sociedade brasileira.
Defendemos uma reforma agrária sobre as terras que não cumprem sua função social, a qual não se restringe a produção, mas para além disso aquelas em que não há um aproveitamento racional e adequado dos recursos naturais, que não observam e respeitam as relações de trabalho e cuja exploração não favorece o bem-estar de seus proprietários e trabalhadores.
Neste sentido, repudiamos a violência no campo, materializada em mais de 100 assassinatos com a conivência do estado brasileiro, reafirmada no atual governo; a criminalização dos movimentos sociais (camponeses, indígenas, quilombolas, sem-terra, posseiros, entre outros);os despejos violentos de acampamentos ou de áreas ocupadas por indígenas e quilombolas; a expropriação de trabalhadores em áreas de mineração e de hidrelétricas; denunciamos, por parte do governo federal, o abandono dos projetos de assentamento agroextrativistas (PAE) da Amazônia, especificamente do estado do Pará, que vem afetando seriamente a vida, produção e permanência dos ribeirinhos nesses assentamentos; exigimos ainda a revogação imediata de todas as medidas e  portarias que retiram os direitos dos camponeses indígenas e trabalhadores do campo e das cidades.
Estas reivindicações têm por objetivo reafirmar o direito vida e à permanência desses povos em seus territórios. Ou seja, sua autonomia política, econômica, organizativa e cultural. Por fim, apoiamos toda forma de luta pelo acesso à terra e o território e todas as inciativas que fortaleçam a democratização do acesso à terra e o fim do latifúndio.
Curitiba, 5 de novembro de 2017

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NOTA DE REPÚDIO

A Rede de Pesquisadores sobre a Questão Agrária no Paraná, integrada por pesquisadores de oito universidades públicas do estado, vem a público manifestar preocupação em face do cerceamento do exercício profissional da Geógrafa e pesquisadora Márcia Yukari Mizusaki, da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) por meio de ameaças motivadas pelo trabalho realizado junto às comunidades indígenas   do Município de Dourados, no Mato Grosso do Sul. À preocupação com esse que poderia ser um ato isolado, perpetrado por indivíduos que sentem-se à vontade para atentar contra os Direitos Constitucionais da servidora e dos indígenas, soma-se o repúdio à semelhante conduta do Jornal Diário MS, veículo de imprensa investido da tarefa pública de informação graças à concessão de que desfruta. A materia "Índios ampliam invasões de propriedades em Dourados", assinada por Marcos Santos, publicada no dia 22 de agosto último, é um exercício explícito de incitação à intolerância étnica...

É TEMPO!!!

É tempo de ocupar, resistir e produzir! Contra o capital e seu Estado, contra a ganância e a intolerância dos ricos, a resistência e a radicalidade dos pobres! É tempo de ocupar fábricas e terras improdutivas, escolas e universidades que não cumprem a função social! É tempo de produzir alimentos, saúde, educação, trabalho digno, novas teorias revolucionárias, para superar o capitalismo e o capital. É tempo de novíssima república, onde não haja espaço para impérios dos Joãos, Pedros, Buchs, Obamas e Trumps. Nunca mais velha república, novas repúblicas democrático-burguesas ou democrático-populares, e muito menos ditadores. Adeus "república de Curitiba", do Richa, do Moro e de seus capangas. Adeus Temer, Cunha, Gilmar Mendes e demais golpistas de Brasília, porque aumentaram nossas dores! É tempo de: É tempo de unir mente, coração e sangue vertendo nas artérias dos que trabalham e produzem as riquezas desta nação. É tempo de alicerçar nossa História na br...